
Consumidor exigente
O Brasil é um dos maiores produtores de leite do mundo, apresentando ainda grande potencial de crescimento, porém, esbarra na baixa produtividade do rebanho nacional, que é reflexo da utilização de animais pouco produtivos e de sistemas de criação muitas vezes inadequados à produção leiteira.
Seguindo a tendência mundial de maior valorização dos sólidos do leite, como nos EUA, Nova Zelândia, Holanda e Dinamarca entre outros, algumas indústrias e cooperativas brasileiras, apesar de tardiamente, também incluem em seus programas de pagamento os teores de proteína e gordura como uma forma de satisfazer as exigências e a tendência de um mercado consumidor exigente.
Com a criação do “Programa Nacional de Melhoria da Qualidade de Leite” no Brasil, em 1996, algumas mudanças ocorreram no setor leiteiro, dentre elas o acompanhamento da qualidade do leite por meio de análises laboratoriais.
O programa foi criado em base nas exigências por parte dos consumidores sobre a qualidade dos produtos e, portanto, sobre a indústria de laticínios. Com iniciativas da indústria, pode estimular os produtores a se empenharem para produzir leite de melhor qualidade, influenciando no uso de melhores genótipos e no aumento da importância dos programas de melhoramento. Além disso, a própria forma de bonificação oferecida pela indústria processadora, a qual institui limites muito mais severos que os oficiais, podem fazer com que os produtores se motivem a produzir leite de melhor qualidade, utilizando entre outras ferramentas o melhoramento genético.
Ainda baseando-se nas exigências de mercado e no sistema de produção a ser adotado pelo criador, o melhoramento genético deve priorizar não apenas o aumento do volume de produção, mas também o aumento dos sólidos do leite, gordura e principalmente a proteína. Essas características, proteína e gordura, possuem herdabilidades de 0,20 a 0,30, que podem permitir ganhos genéticos importantes em poucas gerações de seleção.
No entanto, que a seleção para altas porcentagens de gordura e proteína devem estar associadas a bons patamares em volume de produção leiteira, pois a produção de leite tem correlação alta e negativa com o teor de sólidos do leite, chegando a magnitudes de -0,7, evitando-se perdas indiretas em volume de produção.
Normalmente um leite tem 87,5% de água e 12,5% de sólidos, na forma de proteínas, lactose, gordura, sais minerais e outros componentes de menor presença. Os derivados finais lácteos, com exceção do leite fluído e do leite de longa vida, precisam muito dos sólidos totais, para renderem maiores quantidades de produtos acabados
Exemplo: 100 litros de leite com 12,5% de sólidos totais renderão 10 kg de queijo. Se os mesmos 100 litros tiverem 10% de sólidos totais, o rendimento será de 8 kg de queijo. O leite produzido no Brasil possui média de 12,5% de sólidos totais, que precisa ser aumentado para tornar mais competitivos no mercado externo e agregar valor ao leite.
Portanto, compreender a relação entre os fatores qualitativos, genéticos e ambientais que atuam sobre a produção de leite pode trazer resultados significativos à produção e à rentabilidade, sobretudo com uma relação equilibrada e sustentável entre produtividade e qualidade
Oi quejinho, achei bem legal essa sua nova postagem, não sabia que o teor de sólidos tem correlação negativa com a produção leite, isso demonstra o novo desafio do melhorameto nesta área, apesar da nutrição ajudar, esse efeito deve ser minimizado para melhorar a qualidade da produção, através da seleção, elevando essa correlação nas nossas vaquinhas.
Adorei…beijocas
Por: Nátali em 28 28UTC Outubro 28UTC 2009
às 1:18 am