<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"
	>

<channel>
	<title>Ruminando a despirocada genética melhorada</title>
	<atom:link href="http://guilhermenardon.wordpress.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://guilhermenardon.wordpress.com</link>
	<description>Tento entender o melhoramento genético</description>
	<lastBuildDate>Sun, 08 Nov 2009 22:36:39 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.com/</generator>
<cloud domain='guilhermenardon.wordpress.com' port='80' path='/?rsscloud=notify' registerProcedure='' protocol='http-post' />
<image>
		<url>http://s2.wp.com/i/buttonw-com.png</url>
		<title>Ruminando a despirocada genética melhorada</title>
		<link>http://guilhermenardon.wordpress.com</link>
	</image>
	<atom:link rel="search" type="application/opensearchdescription+xml" href="http://guilhermenardon.wordpress.com/osd.xml" title="Ruminando a despirocada genética melhorada" />
	<atom:link rel='hub' href='http://guilhermenardon.wordpress.com/?pushpress=hub'/>
		<item>
		<title>Efeitos colaterais da genética em alta produção</title>
		<link>http://guilhermenardon.wordpress.com/2009/11/08/efeitos-colaterais-da-genetica-em-alta-producao/</link>
		<comments>http://guilhermenardon.wordpress.com/2009/11/08/efeitos-colaterais-da-genetica-em-alta-producao/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 22:36:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme  Nardon</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://guilhermenardon.wordpress.com/?p=28</guid>
		<description><![CDATA[Continuando a ruminação dessa tal genética, aqui vai mais uma notícia de interesse desse blog, que é falar de melhoramento genético em bovinos leiteiros. Um dia chuvoso como está hoje exige uma leitura de artigo sobre melhoramento, não? Foi aí que achei um artigo do Professor da escola de veterinária da UFMG, Fernando Enrique Madalena, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=guilhermenardon.wordpress.com&amp;blog=9276117&amp;post=28&amp;subd=guilhermenardon&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-30" title="bgrn769l" src="http://guilhermenardon.files.wordpress.com/2009/11/bgrn769l.jpg?w=240&#038;h=300" alt="bgrn769l" width="240" height="300" />Continuando a ruminação dessa tal genética, aqui vai mais uma notícia de interesse desse blog, que é falar de melhoramento genético em bovinos leiteiros. Um dia chuvoso como está hoje exige uma leitura de artigo sobre melhoramento, não? Foi aí que achei um artigo do Professor da escola de veterinária da UFMG, Fernando Enrique Madalena, explicando os efeitos colaterais da genética. É um pouco grande esse trabalho, mas garanto que alguns itens são interessantes.</p>
<p><strong>Efeitos colaterais da genética em alta produção</strong></p>
<p>            Há uma grande preocupação no mundo todo com a queda continuada da fertilidade e da saúde do gado leiteiro de alta produção. Na recente Conferência da FAO, em Interlaken, em setembro passado, sobre o estado mundial dos recursos genéticos animais, o Interbull organizou Simpósio sobre o tema &#8220;Que tão sustentáveis são os programas de melhoramento das principais raças de gado de leite internacionais?&#8221;. O professor Madalena então apresentou um trabalho com o título “Efeitos colaterais da genética em alta produção”</p>
<p><strong>Deterioração da fertilidade e da saúde</strong></p>
<p>            Nas últimas décadas, a produção de leite por vaca teve um aumento substancial nos países do primeiro mundo, de onde provém a genética usada no Brasil, mas, como é possível observar em diversos trabalhos, esse aumento da produção foi acompanhado por importante deterioração da fertilidade.</p>
<p>            A prevalência de doenças também tem aumentado e é motivo de preocupação. Por exemplo, Zwald et al (2004) comunicaram incidência de deslocamento do abomaso de 3% de casos por lactação, 10% de cetose, 20% de mamite, 10% de claudicação, 8% de cistos ovarianos e 21% de metrite, em vários estados dos EUA.</p>
<p><strong>Redução da vida útil e aumento da mortalidade</strong></p>
<p>            Os problemas de fertilidade e doenças refletem na redução da vida útil e aumento da taxa de descarte, bem como no aumento da mortalidade. Estes parâmetros têm atingido valores insustentáveis, tendo a vida útil caído, nos EUA, para 2,8 lactações por vaca, ou 32 meses, o que requer reposição de 38% do rebanho (absurdo!!!), cifra inatingível a não ser com sêmen sexado. Com tanto descarte, 61% do rebanho é de vacas de primeira e segunda cria, que são menos produtivas que as adultas. Apenas 12 a 20% desse descarte é devido à baixa produção, sendo o resto devido a infertilidade e doenças. Por outro lado, a taxa de mortalidade de vacas passou de menos de 2% ao ano para 6 a 11%, dependendo da região.</p>
<p>            Também no Brasil, como em outros países importadores de genética de alta produção, os problemas de fertilidade são notórios. Por exemplo, Vasconcelos et al. (2007) relataram taxas de concepção de 17 a 25%, em vacas, em fazenda modelo em São Paulo. Wolff et al. (2004) verificaram aumento no intervalo parto-primeiro cio de vacas Holandesas, no Paraná, no decênio 1991-2000. Vida útil de apenas 2,7 lactações foi relatada para fazendas em Castro, PR (Balde Branco, 2003). Molina et al. (1999) comunicaram prevalência de 30,3% de vacas com afecções podais, concluindo que &#8220;as afecções podais em vacas em lactação confinadas constituem um sério problema em fazendas na bacia leiteira de Belo Horizonte&#8221;.</p>
<p><strong>Antagonismo genético entre a produção e a fertilidade e saúde</strong></p>
<p>            A seleção para maior produção de leite aumenta também a capacidade de consumo de alimento, mas, tal aumento não é o suficiente para atender totalmente os requerimentos energéticos adicionais, decorrentes do aumento da produção, especialmente nas primeiras semanas após o parto, ocasionando, então, balanço energético negativo e maior mobilização de reservas corporais, o que provoca diminuição da fertilidade e aumento de doenças como mamite, febre do leite, cetose e outras.</p>
<p>            Em estudo com mais de 118 mil lactações, na raça Holandesa, no Brasil, Silva et al. (1998) verificaram forte correlação genética desfavorável (rg = 75%) entre a produção de leite na primeira lactação e o primeiro intervalo de partos, estimando que para cada 200 kg de ganho genético na produção, aumentar-se-iam 7,9 dias no intervalo.</p>
<p>            Infelizmente, o antagonismo genético entre produção e fertilidade encontrada no Holandês persiste também em populações de gado mestiço, segundo resultados de Silva et al. (2001) e Grossi e Freitas (2002).</p>
<p>            O balanço energético negativo é determinado geneticamente e não se resolve com nutrição</p>
<p>            Segundo Lucy (2005) existe consenso de que o desempenho reprodutivo da vaca de leite é influenciado por ponto característico de condição corporal, geneticamente determinado, ao qual ela migra, depois de iniciada a lactação, através da utilização do tecido adiposo, cuja perda dependeria desse ponto característico e da massa de tecido adiposo disponível, e não das exigências nutricionais. A seleção para maior produção produziu vacas com maior predisposição genética para direcionar os nutrientes para a produção de leite, ao invés de formar gordura corporal, o que é regulado através de mecanismos hormonais. Conseqüentemente, segundo Chagas, et al. (2007), &#8220;mesmo quando o consumo de nutrientes é aumentado em altos níveis, o resultado é simplesmente um aumento na produção, sem necessariamente melhorar o desempenho reprodutivo&#8221;.</p>
<p><strong>Vacas mais angulosas tem pior condição corporal, menor fertilidade e mais doenças </strong>(Particularmente o item mais interessante)</p>
<p>            Infelizmente, durante dezenas de anos, tem se inculcado a produtores e técnicos que vaca leiteira tem que ser angulosa, tendo-se selecionado intensamente para esta característica, junto com outros componentes do tipo. De fato, ao se selecionar para maior angulosidade se melhora sim a produção, mas, por outro lado, também se seleciona contra a fertilidade, porque a maior angulosidade implica em pior condição corporal, um indicador de como a vaca estoca e mobiliza, durante a lactação, sua reserva de energia no tecido adiposo. Condição corporal adequada é reconhecidamente necessária para a reprodução eficiente</p>
<p>Em estudos realizados pôde se observar que a correlação negativa entre o valor genético para intervalo de partos e a condição corporal, sendo que os reprodutores que transmitem pior condição corporal tendem a transmitir intervalos de partos maiores, e vice-versa.</p>
<p>Também tem sido verificado antagonismo genético entre angulosidade e prevalência de doenças, o qual é atribuído ao estresse metabólico, decorrente do balanço energético negativo. Estes fatos têm levado às Associações de Criadores a reverter a seleção, procurando-se agora selecionar os animais com pior forma leiteira, os menos angulosos. Parece brincadeira. O certo mesmo seria esquecer a ilusão da seleção por tipo e selecionar diretamente pelas características econômicas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Vacas grandes comem mais, mas, não dão mais leite</strong></p>
<p>            A seleção de animais de grão tamanho é anti-econômica, uma vez que o tamanho tem quase nula correlação genética com a produção (VanRaden et al., 2006), mas, obviamente, aumenta os requerimentos de nutrientes para mantença.</p>
<p>        <img class="aligncenter size-medium wp-image-29" title="10107" src="http://guilhermenardon.files.wordpress.com/2009/11/10107.png?w=375&#038;h=97" alt="10107" width="375" height="97" /></p>
<p>    Nesta tabela apresentam os resultados de experimento de seleção para tamanho na Universidade de Minnesota, onde as vacas de linhagem selecionada para maior tamanho não produziram mais leite que as selecionadas para tamanho menor, de forma que a margem econômica do alimento (&#8220;income over feed cost&#8221;) foi maior para a linhagem &#8220;pequena&#8221;, que também apresentou maior fertilidade e dias em produção.</p>
<p>            Os autores concluíram que a seleção deveria ser praticada com base nas características econômicas, entretanto, segundo eles, a seleção para menor tamanho, que implicaria em sacrificar um pouco de seleção para produção, poderá não ser necessária nos EUA enquanto houver &#8220;fácil aceso a alimentos relativamente baratos&#8221;. Eis a confirmação de mais uma perversidade do regime de subsídio à produção.</p>
<p>            No Brasil, onde os concentrados não são subsidiados e os níveis econômicos de produção por vaca são muito menores que na América do Norte e Europa, as despesas para mantença representam maior proporção do custo que naquelas regiões, e, conseqüentemente, o peso das vacas adquire maior importância econômica negativa. Pesquisas do grupo da UFMG demonstraram ser mais importante economicamente reduzir 1% o peso das vacas que aumentar 1% a produção de leite (Lôbo et al., 2000, Vercesi Filho et al., 2000, Martins et al., 2003).</p>
<p><strong>Antagonismo genético entre a produção e a tolerância ao calor</strong></p>
<p>            Calor e umidade são reconhecidamente prejudiciais para a reprodução do Bos taurus, e seus efeitos são agravados pela alta produção de leite. Trabalhos conduzidos na Universidade de Georgia têm verificado antagonismo genético entre a produção e a tolerância ao calor. Bohmanova et al. (2005) compararam os PTA dos 100 reprodutores com menor e com maior PTA para tolerância ao calor, dentre mais de 172 mil reprodutores Holstein dos EUA, verificando que os 100 menos tolerantes ao calor apresentavam maior produção de leite (+1124 kg/lactação), menor fertilidade e menor vida produtiva que os 100 mais tolerantes. Segundo os autores, a seleção continuada para maior produção, sem considerar a tolerância ao calor, resultará em diminuição desta última característica.</p>
<p><strong>Endogamia globalizada</strong> (Importante)</p>
<p>            Um outro problema que causa perda de fertilidade e saúde é o aumento da endogamia, que, no caso do Holandês, decorreu do uso intensivo de reprodutores famosos em nível mundial. Segundo Funk (2006) a endogamia média no rebanho Holandês dos EUA passou de 2,7% em 1970 para 6,8% em 2000, com previsão de aumento para 8,2% em 2010 e 9,7% em 2020. Devido ao intenso uso dos reprodutores famosos como pais das novas baterias de touros em teste, houve um gargalo na genética disponível. Por exemplo, dos mais de 73.000 touros avaliados pelo Interbull no mundo, nascidos em 1990, metade eram filhos de apenas cinco pais.</p>
<p>            Como a genética das principais raças de leite está globalizada, através de importações de sêmen e embriões, o gargalo genético se estende a todos os países. Van Doormaal et al. (2005) relataram que quase todos (entre 94,2 e 99,7%) os reprodutores aprovados em 12 países da América do Norte e Europa, nascidos em 1999, eram descendentes de Round Oak Round Apple Elevation, e entre 24 e 85% eram também descendentes de seu filho, Hanoverhill Starbuck. Na Nova Zelândia e na Irlanda o percentual de descendentes de Elevation era um pouco menor, 89 e 82%, respectivamente. Assim, devido a globalização da genética nas raças leiteiras internacionais, há, infelizmente, poucas possibilidades de se fugir da endogamia, em se mantendo as tendências de seleção vigentes.</p>
<p>            No Brasil, o parentesco com antecessores famosos foi o fator que mais influenciou os preços do sêmen importado (Madalena et al., 1985), e Elevation já contribuía, naquela época, com 12% dos genes dos doadores de sêmen de Holandês importado. Este reprodutor e Pawnee Arlïnda Chief foram os avôs paternos de 24% e 22%, respectivamente, de mais de 82 mil vacas analisadas por Zambianchi (2001), ou seja, os dois reprodutores contribuíram na herança genética de 46% dos animais da raça Holandesa estudados.</p>
<p><strong>&#8220;Solucionática&#8221; </strong>(O autor sugere algumas soluções importantes)</p>
<p>            As ferramentas para solucionar os problemas apontados passam todas pela correção do rumo equivocado, e consistem no o uso de:</p>
<p>            Cruzamentos entre raças, p. ex. com Jersey (mas, qual Jersey, o da América do Norte ou o da Nova Zelândia?), ou, com as raças Vermelha Sueca ou Norueguesa (muito promissoras, mas ainda não testadas no Brasil). A superioridade econômica do cruzamento tríplice de Jersey/Holandês/Gir, no caso de abate dos machinhos, foi verificada por Teodoro e Madalena (2005).</p>
<p>            Linhagens diferentes de Holandês, sendo a opção mais óbvia a do Friesian da Nova Zelândia, que ainda tem alguns animais sem contaminação pelo Holstein (mas também não devidamente testada no Brasil).</p>
<p>            Reprodutores, dentro de cada raça, que aumentem o lucro, o que implica que o produtor ou seu assessor técnico elabore o seu índice econômico de seleção e adquira sêmen dos reprodutores superiores para aquele índice (mas, isto último é só uma possibilidade teórica, pois inexiste sêmen a venda de reprodutores testados no Brasil para todas as características de interesse econômico).</p>
<p>            Em todo caso, nenhuma ação deveria ser tomada sem o respaldo de pesquisa competente prévia. O Brasil já vem correndo atrás do prejuízo e simplesmente não pode se dar ao luxo de ignorar o que faz com o principal recurso genético utilizado para a produção de leite.</p>
<p>FIM</p>
<p>            Como relatado anteriormente, achei esse trabalho interessante, pois discute principais problemas atuais na bovinocultura leiteira que devem ser olhado com mais atenção e urgência. Ainda mais no Brasil, onde praticamente deixamos as coisas acontecerem.</p>
<p>            Esse trabalho foi tirado mais uma vez do site <a href="http://www.milkpoint.com.br/">www.milkpoint.com.br</a>, excelente site.</p>
<p>As referências bibliográficas citadas se encontram nos trabalhos seguintes:</p>
<p>Madalena, F.E. Problemas dos rebanhos leiteiros com genética de alta produção &#8211; Revisão bibliográfica. 2007a. http://www.fernandomadalena.com</p>
<p>Madalena, F.E. Comparações entre o Friesian da Nova Zelândia e o Holstein internacional &#8211; Revisão bibliográfica. 2007b. http://www.fernandomadalena.com</p>
<p>Madalena, F. E. 2008a. How sustainable are the breeding programs of the global main stream dairy breeds? &#8211; The Latin-American situation. Livestock Research for Rural Development. Volume 20, Article # 19. http://www.cipav.org.co/lrrd/lrrd20/2/mada20019.htm</p>
<p>Madalena, F. E. 2008b. A esquecida metade Bos taurus do F1. Anais do 6o. Encontro de Produtores de Gado Leiteiro F1. BHTE, Abril 2008 (no prelo)</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/guilhermenardon.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/guilhermenardon.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/guilhermenardon.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/guilhermenardon.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/guilhermenardon.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/guilhermenardon.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/guilhermenardon.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/guilhermenardon.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/guilhermenardon.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/guilhermenardon.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/guilhermenardon.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/guilhermenardon.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/guilhermenardon.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/guilhermenardon.wordpress.com/28/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=guilhermenardon.wordpress.com&amp;blog=9276117&amp;post=28&amp;subd=guilhermenardon&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://guilhermenardon.wordpress.com/2009/11/08/efeitos-colaterais-da-genetica-em-alta-producao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/bb486af09143d656a5c98f07e9395db6?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">Guilherme Nardon</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://guilhermenardon.files.wordpress.com/2009/11/bgrn769l.jpg?w=240" medium="image">
			<media:title type="html">bgrn769l</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://guilhermenardon.files.wordpress.com/2009/11/10107.png?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">10107</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Qualidade x produtividade</title>
		<link>http://guilhermenardon.wordpress.com/2009/10/02/genetica-x-produtividade/</link>
		<comments>http://guilhermenardon.wordpress.com/2009/10/02/genetica-x-produtividade/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 02 Oct 2009 01:27:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme  Nardon</dc:creator>
				<category><![CDATA[Unesp - M. G. Animal]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://guilhermenardon.wordpress.com/?p=18</guid>
		<description><![CDATA[O Brasil é um dos maiores produtores de leite do mundo, apresentando ainda grande potencial de crescimento, porém, esbarra na baixa produtividade do rebanho nacional, que é reflexo da utilização de animais pouco produtivos e de sistemas de criação muitas vezes inadequados à produção leiteira. Seguindo a tendência mundial de maior valorização dos sólidos do leite, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=guilhermenardon.wordpress.com&amp;blog=9276117&amp;post=18&amp;subd=guilhermenardon&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_25" class="wp-caption alignleft" style="width: 240px"><img class="size-medium wp-image-25" title="Consumidor exigente" src="http://guilhermenardon.files.wordpress.com/2009/10/milk-cow2.jpg?w=230&#038;h=300" alt="milk cow" width="230" height="300" /><p class="wp-caption-text">Consumidor exigente</p></div>
<p>O Brasil é um dos maiores produtores de leite do mundo, apresentando ainda grande potencial de crescimento, porém, esbarra na baixa produtividade do rebanho nacional, que é reflexo da utilização de animais pouco produtivos e de sistemas de criação muitas vezes inadequados à produção leiteira.</p>
<p>Seguindo a tendência mundial de maior valorização dos sólidos do leite, como nos EUA, Nova Zelândia, Holanda e Dinamarca entre outros, algumas indústrias e cooperativas brasileiras, apesar de tardiamente, também incluem em seus programas de pagamento os teores de proteína e gordura como uma forma de satisfazer as exigências e a tendência de um mercado consumidor exigente.</p>
<p>Com a criação do &#8220;Programa Nacional de Melhoria da Qualidade de Leite&#8221; no Brasil, em 1996, algumas mudanças ocorreram no setor leiteiro, dentre elas o acompanhamento da qualidade do leite por meio de análises laboratoriais.</p>
<p>O programa foi criado em base nas exigências por parte dos consumidores sobre a qualidade dos produtos e, portanto, sobre a indústria de laticínios. Com iniciativas da indústria, pode estimular os produtores a se empenharem para produzir leite de melhor qualidade, influenciando no uso de melhores genótipos e no aumento da importância dos programas de melhoramento. Além disso, a própria forma de bonificação oferecida pela indústria processadora, a qual institui limites muito mais severos que os oficiais, podem fazer com que os produtores se motivem a produzir leite de melhor qualidade, utilizando entre outras ferramentas o melhoramento genético.</p>
<p>Ainda baseando-se nas exigências de mercado e no sistema de produção a ser adotado pelo criador, o melhoramento genético deve priorizar não apenas o aumento do volume de produção, mas também o aumento dos sólidos do leite, gordura e principalmente a proteína. Essas características, proteína e gordura, possuem herdabilidades de 0,20 a 0,30, que podem permitir ganhos genéticos importantes em poucas gerações de seleção.</p>
<p>No entanto, que a seleção para altas porcentagens de gordura e proteína devem estar associadas a bons patamares em volume de produção leiteira, pois a produção de leite tem correlação alta e negativa com o teor de sólidos do leite, chegando a magnitudes de -0,7, evitando-se perdas indiretas em volume de produção.</p>
<p>Normalmente um leite tem 87,5% de água e 12,5% de sólidos, na forma de proteínas, lactose, gordura, sais minerais e outros componentes de menor presença. Os derivados finais lácteos, com exceção do leite fluído e do leite de longa vida, precisam muito dos sólidos totais, para renderem maiores quantidades de produtos acabados</p>
<p>Exemplo: 100 litros de leite com 12,5% de sólidos totais renderão 10 kg de queijo. Se os mesmos 100 litros tiverem 10% de sólidos totais, o rendimento será de 8 kg de queijo. O leite produzido no Brasil possui média de 12,5% de sólidos totais, que precisa ser aumentado para tornar mais competitivos no mercado externo e agregar valor ao leite.</p>
<p>Portanto, compreender a relação entre os fatores qualitativos, genéticos e ambientais que atuam sobre a produção de leite pode trazer resultados significativos à produção e à rentabilidade, sobretudo com uma relação equilibrada e sustentável entre produtividade e qualidade</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/guilhermenardon.wordpress.com/18/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/guilhermenardon.wordpress.com/18/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/guilhermenardon.wordpress.com/18/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/guilhermenardon.wordpress.com/18/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/guilhermenardon.wordpress.com/18/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/guilhermenardon.wordpress.com/18/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/guilhermenardon.wordpress.com/18/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/guilhermenardon.wordpress.com/18/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/guilhermenardon.wordpress.com/18/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/guilhermenardon.wordpress.com/18/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/guilhermenardon.wordpress.com/18/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/guilhermenardon.wordpress.com/18/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/guilhermenardon.wordpress.com/18/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/guilhermenardon.wordpress.com/18/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=guilhermenardon.wordpress.com&amp;blog=9276117&amp;post=18&amp;subd=guilhermenardon&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://guilhermenardon.wordpress.com/2009/10/02/genetica-x-produtividade/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/bb486af09143d656a5c98f07e9395db6?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">Guilherme Nardon</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://guilhermenardon.files.wordpress.com/2009/10/milk-cow2.jpg?w=230" medium="image">
			<media:title type="html">Consumidor exigente</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Melhoramento genético e biotecnologia</title>
		<link>http://guilhermenardon.wordpress.com/2009/09/01/melhoramento-genetico-e-biotecnologia/</link>
		<comments>http://guilhermenardon.wordpress.com/2009/09/01/melhoramento-genetico-e-biotecnologia/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 01 Sep 2009 16:57:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme  Nardon</dc:creator>
				<category><![CDATA[Unesp - M. G. Animal]]></category>

		<guid isPermaLink="false"></guid>
		<description><![CDATA[Uma equipa internacional de investigadores revelou ter criado vacas geneticamente modificadas, livres das proteínas que causam a Encefalopatia Espongiforme Bovina (BSE), vulgarmente conhecida como doença das vacas loucas.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=guilhermenardon.wordpress.com&amp;blog=9276117&amp;post=1&amp;subd=guilhermenardon&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_7" class="wp-caption alignright" style="width: 332px"><img class="size-full wp-image-7" title="modified" src="http://guilhermenardon.files.wordpress.com/2009/09/modified1.jpg?w=500" alt="by Lu Cartarozzi"   /><p class="wp-caption-text">by Lu Cartarozzi</p></div>
<p style="text-align:left;"><span id="more-1"></span>O melhoramento genético de animais foi baseado na seleção de indivíduos com fenótipo desejável como pais para a próxima geração. Comparando-se as populações mais antigas com as mais modernas constata-se facilmente que a seleção artificial obteve sucesso em alterar fenótipos apesar de não necessitar do conhecimento formal da genética.</p>
<p style="text-align:left;">Graças ao enorme número de descobertas nas áreas de métodos de análise do DNA, de equipamentos sofisticados de análise de grande quantidade de amostras, de ferramentas estatísticas e de informática (bioinformática) propiciaram o surgimento da Genômica, ciência que trata do genoma completo dos diferentes organismos. O que está ocorrendo é um espantoso acúmulo de dados &#8220;genômicos&#8221; que está à disposição dos pesquisadores para serem interpretados e utilizados.</p>
<p>Estas novas tecnologias de análise molecular da variabilidade do DNA permitem determinar pontos de referência nos cromossomos, tecnicamente denominados marcadores moleculares. São, portanto, caracteres com mecanismo de herança simples que podem ser empregados para avaliar as diferenças genéticas entre dois ou mais indivíduos. Tais marcadores podem ser utilizados para as mais diversas aplicações, entre elas determinação de paternidade, construção de mapas genéticos,  isolamento de genes, seleção assistida por marcadores.</p>
<p style="text-align:left;">Uma vez detectados os marcadores associados a uma determinada característica de interesse, é possível selecionar os indivíduos com base no marcador sem que haja necessidade de avaliar o fenótipo.<br />
Esta estratégia, denominada de &#8220;Seleção assistida por marcadores&#8221;, oferece benefícios potenciais quando se trata de características da baixa herdabilidade, difíceis e/ou de alto custo de medição ou que se medem numa idade avançada como: resistência a doenças, qualidade da carne (maciez, marmoreio&#8230;), fertilidade, eficiência produtiva, qualidade e quantidade de leite.</p>
<p style="text-align:left;">Os enormes avanços na área biotecnológica impulsionaram as pesquisas genéticas de forma muito rápida, porém, têm se discutido que, à medida que novas descobertas são anunciadas, muito mais questões do que respostas são formuladas. O que os produtores de bovinos de corte esperam como resultado destas novas tecnologias? Quais as funções dos genes que foram identificados e como estas funções são alteradas pelos efeitos ambientais? Como os vários genes responsáveis por características de importância econômica interagem entre si? Qual o custo desta tecnologia e o retorno que ela oferece aos grandes e pequenos produtores? Estas e outras questões devem ser esclarecidas à medida que resultados práticos sejam obtidos e o custo destas técnicas torne viável a sua utilização em ampla escala.</p>
<p style="text-align:left;"> </p>
<p style="text-align:left;">Referência:</p>
<p style="text-align:left;"><a href="http://www.cib.org.br">www.cib.org.br</a></p>
<p style="text-align:left;"><a href="http://www.beefpoint.com">www.beefpoint.com</a></p>
<p style="text-align:left;"> </p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/guilhermenardon.wordpress.com/1/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/guilhermenardon.wordpress.com/1/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/guilhermenardon.wordpress.com/1/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/guilhermenardon.wordpress.com/1/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/guilhermenardon.wordpress.com/1/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/guilhermenardon.wordpress.com/1/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/guilhermenardon.wordpress.com/1/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/guilhermenardon.wordpress.com/1/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/guilhermenardon.wordpress.com/1/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/guilhermenardon.wordpress.com/1/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/guilhermenardon.wordpress.com/1/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/guilhermenardon.wordpress.com/1/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/guilhermenardon.wordpress.com/1/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/guilhermenardon.wordpress.com/1/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=guilhermenardon.wordpress.com&amp;blog=9276117&amp;post=1&amp;subd=guilhermenardon&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://guilhermenardon.wordpress.com/2009/09/01/melhoramento-genetico-e-biotecnologia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/bb486af09143d656a5c98f07e9395db6?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">Guilherme Nardon</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://guilhermenardon.files.wordpress.com/2009/09/modified1.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">modified</media:title>
		</media:content>
	</item>
	</channel>
</rss>
